20.2.12

Como filósofo, e com responsabilidades intelectuais que levo a sério, não posso apoiar a fé de modo algum. Entretanto, como poeta, eu creio num Deus maravilhoso, que mora dentro do meu próprio coração. Inclusive no meu próprio coração. Porque Ele mora também no coração das estrelas. O meu Deus pode até ser o mesmo que o teu — só que o meu é mais poético e não me exige uma fé inabalável. De certo modo, e no sentido figurado, eu creio nele e Ele em mim. Não negociamos nossas crenças em comum. Por isso, quando falo com meu Deus, dou-lhe a garantia de que sou-lhe seu amigo e não seu seguidor. Converso com Deus por opção poética, não por dever da crença. Minha chance de ser salvo, portanto, é bem maior do que a de um papa ou de um pastor. Aliás, dando-me as condições intelectuais de ser ateu, especialmente a lógica e a razão, Deus já me salvou dos horrores e desgraças de uma fé sem fundamento.

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