22.10.03

Em agosto de 1998 publiquei meu livro Manual da Separação. Nas suas 160 paginas procurei demonstrar o quanto Existencialista eu era. O primeiro capítulo começava assim: Aristóteles Sócrates Kierkegaard é o meu nome, mas eu minto que é José Proença só pra impressionar... Sou na verdade um poeta metido a escritor, e é por isso que tudo que escrevo parece filosofia de para-choque de caminhão. Mas, são artes do meu ofício: ninguém vai além dos seus limites: durante o dia — perto da polícia — não passo nunca de oitenta por hora. Mas à noite, sozinho na estrada da vida, ponho meu Scania inteiro na banguela, e vou a mil!