7.5.03


Quero prestar hoje uma pequena homenagem a uma grande mulher. Uma gloriosa mulher, que amo profundamente, uma mulher que procura ampliar com entusiasmo os meus espaços, incentiva com certeza os meus amores, e compreende todos os meus gestos, exatamente porque me ama da única maneira que uma mãe deve realmente amar um filho: de forma incondicional.

Uma mulher que me aceita como sou, me inspira ao extremo, e me faz acreditar, cada vez mais, que o verdadeiro amor é uma união gostosa de duas espontaneidades, a fusão poética e profunda de dois devaneios. Antes mesmo de me amar, ela ama o infinito absoluto onde eu danço a minha própria vida. Desde que eu nasci, ela me alimenta de leite, amor, vitaminas, feijão, arroz, e liberdade.

Também por isso, presto essa homenagem à mulher perfeita que jamais quebrou as lanças vitoriosas da minha ousadia, nunca pensou em cortar-me as asas de pássaro livre, me apóia com força delicada, me ampara com doçura, sustenta-me o corpo e a alma, e me aplaude em todas as conquistas: minha mãe, uma mulher encantadora e fascinante, uma mulher que ama a liberdade sobre todas as outras coisas do mundo.

Todas.