19.5.03

Nenhuma obra supera a vivência do próprio autor.
Literatura sem observação é vazia. Sem experiência toda arte só pode ser oca.
Nada substitui a vida.
Para Voltaire a coisa mais bem distribuída no mundo é o bom senso: ninguém acha que tem pouco. Nem você, é claro. Mas, antes do fato, não me importa o que se diga dele. Sou comedido ao contar as aventuras — são muitas, teria de contá-las devagar. Quando chego a mil, perco a conta, começo tudo outra vez. Isso, quando as conto. Mas não conto todas: não sou louco! Eu gosto mesmo é de vivê-las, as aventuras, não de contá-las. Só as conto por precisão, por ofício, por ócio — e por amor.
Para mostrar a você que é possível viver fundo, viver tanto.
(Tudo de uma vez.)
— Morrer, repito, é a última coisa que eu quero fazer na vida.