2.5.02


O amor pode nos libertar ou nos aprisionar. Depende sempre de quem o sente, e do conceito que este tem a respeito do seu significado. Depende dos PROPÓSITOS de quem ama — ou diz amar...
Porque há o verdadeiro e o falso amor.
Como cada um de nós tem um sistema de valores, cada um de nós "valoriza" o amor de um modo único.
Cada um de nós ama de uma forma diferente.
Tem gente que "prende" o outro para dizer que o ama, e tem gente que "libera" o outro para dizer que o ama.

Quem está certo?

Ninguém — ou todos: depende sempre do ponto de vista.

Eu prefiro a liberdade nas relações de amor. Para mim, amar é reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas — mesmo que essas escolhas eventualmente me excluam...

Se numa relação de amor existe algum tipo de "medo de perder" (de ambos os lados ou de apenas um), então não existe amor verdadeiro nesse(s) lado(s) que sente(m) o medo! Porque o "medo de perder" é conseqüência direta do sentimento de posse.

E posse — como vocês sabem — quer dizer ódio...


Amar é tão simples.

Amar é tão complicado...

(Depois volto para completar o raciocínio.)