6.4.02


Você pode perguntar-me se eu sei o que estou fazendo. Você pode e deve questionar a real necessidade que tenho de fazer o que faço, e da forma que escolho. E só você decide se vai ou não participar desses momentos da minha vida que estou disposto a repartir. O que você não poderá nunca, sob pena de me anular, é impedir-me de querer o que quero para mim, nem de fazer o que faço comigo. É a vida, meu amor. E, coincidentemente, é a minha!

A Vida existe na transformação: eu agora já sou outro, a energia é outra, a vibração é outra. Eu não sou aquele mesmo, sou outro. Aquele que eu era morreu: os outros “eus” que eu fui, foram todos morrendo pelo caminho, e a cada um que morre nasce um novo, a cada novo que nasce, nasce de novo um novo novo, e assim por diante.

Eu nunca me reformo, eu me transformo.

Eu não me conformo, eu me transformo.

Sempre sou eu, e sempre serei outro — ao mesmo tempo!

Eu tenho que ser verdadeiro comigo mesmo — primeiro. Eu tenho que ser honesto comigo mesmo — primeiro. Tenho que ver os meus limites reais, e não mais me propor tarefas hercúleas, consumidoras da minha alma, tarefas que estejam não só além dos meus limites mas às vezes além dos meus desejos, além do ponto em que desejo parar, além do ponto em que não quero ou não posso passar.

Ou além do ponto de onde não mais posso voltar.

Sei lá.

Só sei que "ninguém mais dirige aquele que Deus extravia"...