30.3.02


Sou rebelde.
(Não sei ser outra coisa.)
Fui, sou e sempre serei contra os conservadores.
Sou revolucionário em todos os sentidos. Amo a vida, a liberdade, o amor.
Isso já vem de família.
Não é genético mas é hereditário.
Meu bisavô Luiz Marques já era um rebelde: trocou o futuro garantido e certo por um presente gostoso e mais certo ainda. Um belo dia jogou fora o velho baú das verdades antigas, e tomou aquelas decisões que só os grandes homens conseguem tomar:
Montou o cavalo negro do risco absoluto e partiu!
Abandonou tudo para não ter que abandonar sua própria alma naqueles caminhos já percorridos. Ele também já sabia que
O único crime que não tem perdão é desperdiçar a vida.
Não fosse por isso eu não estaria aqui, agora, todo coração, tomando essa taça de vinho vermelho e contando minhas histórias de amor pra você.

Sou portanto bisneto da rebeldia.

Bisneto da rebeldia, neto da emoção, filho da loucura, irmão do desejo, primo do prazer, amigo da liberdade — e amante de todos os meus amores.

E existo, por incrível que pareça:

No céu da minha boca não há fogos de artifício:

Só estrelas.