31.3.02


Em agosto de 1998 publiquei meu terceiro livro: Manual da Separação. Nas suas 160 páginas procurei demonstrar o quão Existencialista eu era. O primeiro capítulo começava assim:

Aristóteles Sócrates Kierkegaard é o meu nome, mas eu minto que é José Proença só prá impressionar... Sou na verdade um motorista metido a escritor, e é por isso que tudo que escrevo parece filosofia de pára-choque de caminhão. Mas são artes do meu ofício: ninguém vai além dos seus limites: durante o dia — perto da polícia — não passo nunca de oitenta por hora. Mas à noite, sozinho na estrada da vida, ponho meu Scania inteiro na banguela, e vou a mil!