23.2.02

O lençolzinho bege de cetim, que minha mãe me deu, amarrotado, macio, cobre-me de nu — e de novo. Me parece uma segunda pele. Estrelas no céu ainda, eu reflito sobre elas — e as alcanço. Então, um outro vento baudelaire me toca as duas peles. A segunda treme, a primeira, tremula. Fico inundado de belo, de poesia, de amor, de vento — e de bondade.

Me sinto Beau-de-l'air...