9.2.02


Minha honestidade pessoal me leva sempre a dizer isso: nunca faço aquilo que não esteja querendo. Nunca. Porque não preciso fazer aquilo que não quero. Posso até perder algumas coisas por ser assim, agir assim, pensar assim. E seguramente perco mesmo muitas coisas, mas todas não significativas para mim. Perco coisas, mas não perco liberdade, aventuras, amor, tesão, gostosura, desejos, tentações. Ou seja, posso perder "coisas", mas ganho na dimensão da minha personalidade, da minha alma, da minha alegria. Pois não abro concessões àqueles que possam querer me prender. Não jogo minha própria vida em troco de salário, prestígio, poder, posses, coisas, tranqueiras. Não permito que me roubem o presente em troca de um futuro que nem sei se vai haver. Não assumo compromissos que me sufoquem, ou que me levem à exaustão para cumpri-los. Não crio dependências que me prendam, em hipótese alguma. Não me casei, não tenho filhos, não tenho noivas, não faço juras de amor eterno, nem tenho planos mirabolantes que possam sugar minha existência gostosa de agora. Faço o que me dá prazer. E apenas pelo prazer. Sem nenhuma maldade. Sem dor, sem pressa, sem cansaço, sem mágoas, sem esforço desumano. E sem explorar ninguém.

Quem me conhece bem sabe que isso não é um mero jogo de palavras.

Eu sou assim.