4.10.01



Quero sempre o novo absoluto.

Enquanto vocês engessam seus braços fechados, procuro abrir mais ainda meus braços abertos de amor. Só me dão prazer amizades eróticas, por isso tenho tantas amigas. Amizades masculinas, machas, não sensuais — com elas só desperdiço meu tempo. Tenho pouco interesse em ser amigo de alguém que não posso amar.

É só disso que trato nos meus livros.

Da Gramática do Amor.

Le livre de la Liberté.

Se você não gosta dessas coisas não será nunca meu leitor.

Minha literatura propõe uma prática de Liberdade.

Eu só falo de amor.

— De amor livre!

(E se você não gosta disso — é melhor começar a gostar.)

O amor tem que ser livre em todos os sentidos. Mas para você é impossível; você é contra o amor livre. De novo te pergunto:

— Se o amor não pode ser livre, como deve ser então: amor preso? Amor acorrentado, encarcerado, sufocado?

(Seria contraditório.)