11.4.12

QUARENTA COISAS PRA FAZER EM 2016:

01. Tome mais leite, mais água, mais vinho e mais sol.
02. Escolha melhor os teus próximos amores. Prefira os livres.
03. Viva com mais Entusiasmo, com mais Energia, e com mais Coragem.
04. Arranje sempre algum tempinho pra falar com teu Deus.
05. Faça atividades que estimulem o teu cérebro.
06. Leia mais livros do que leu em 2015.
07. Fique em silêncio alguns minutos todo dia. Pense. Reflita. Medite.
08. Procure dormir tranquilamente, para acordar de bom humor.
09. Faça exercícios físicos. Caminhe pelo menos 30 minutos por dia.
10. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
11. Não compare a tua vida com a de ninguém. Cada um tem sua história.
12. Seja um otimista racional.
13. Mantenha o controle absoluto dos teus estados de espírito.
14. Não se torne sério demais. Só os alegres vão pro Céu.
15. Só gaste tua preciosa energia com coisas gostosas.
16. Sonhe mais. Sem sonho não se cria nada.
17. Saiba que a inveja é um desesperado sinal de fracasso.
18. Jamais conclua apressadamente. Analise antes as premissas.
19. A vida é curta demais para ser tão pouca. Viva mais!
20. Faça as pazes com o teu passado para não estragar o teu presente.
21. Ninguém comanda a tua própria felicidade, a não ser você mesmo.
22. Já que a vida é uma escola — aproveite pra aprender.
23. Sorria mais. Encontre motivos para dar umas boas gargalhadas.
24. Não é preciso vencer todas as discussões. Aceite a discordância.
25. Entre mais em contato com teus amigos e com teus amores.
26. Nunca perca uma oportunidade de ajudar alguém.
27. Se não puder perdoar a todos, ao menos os compreenda.
28. Misture-se aos melhores.
29. Jogue fora tudo que não presta.
30. O que outros dizem a teu respeito nunca vai mudar a tua essência.
31. Não permita que um simples idiota comprometa o teu destino.
32. Faça sempre o que é correto, justo e verdadeiro.
33. Procure não trair jamais a tua própria natureza.
34. Deus cura todas as doenças — exceto o mau humor e a maldade.
35. Valorize a própria liberdade, acima de qualquer outra coisa.
36. Não importa como você esteja se sentindo: pratique uma boa ação.
37. O melhor ainda está por vir — em todos os sentidos.
38. Só o que está morto não muda.
39. Preencha o teu coração com alegria, esperança e gostosura.
40. Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

TransCriação de Edson Marques sobre um texto da internet + partes do poema Mude.


O desapego é a mais pura forma de amor. Essa minha frase é apenas um resumo do que me disseram dois grandes mestres: Sidarta, o criador do Budismo, e Jesus, aquele que fez o Sermão da Montanha. Eles sussurram todo dia essas coisas para mim. Ambos pregavam exatamente isso: o desapego. Sei que é difícil desapegar-se. Demora muito. Mas, mesmo assim, é preciso ir além. É preciso que nos tornemos não só desapegados, como também desnecessários. Ou seja, é preciso permitir que o outro também de nós se desapegue. Libertar-se — e permitir que o outro também se liberte. Todas as grandes religiões e filosofias orientais pregam exatamente isso. Mas, nós, aqui no Ocidente, apressados e materialistas, ainda estamos longe disso. Somos muito pesados. É uma pena.




Quando eu falo em Jesus estou me referindo a um Mestre. A um gênio. Um filósofo que soube compreender como ninguém a alma humana. Não é, provavelmente, o mesmo Jesus a que você se refere, e em quem você diz que crê de modo inquestionável. É outro. O meu Jesus é um sábio, o teu parece apenas um ser mitológico. Mas o bom de Jesus é isto: ele, no Sermão da Montanha, já previu que nós dois existiríamos. Um de nós Lhe dá as mãos em cumprimento respeitoso por suas ideias geniais, e o outro só Lhe pede salvação, e um potinho de miçangas. Mas o melhor de tudo nessa história é que, confiando em Jesus — cada um a seu modo — nós dois seremos salvos. Eu e você...
Cada um a seu modo.




Em Lucas 17:21 Jesus diz que o paraíso está dentro de nós mesmos. O céu não é um lugar nem uma situação: é um estado de espírito. E somente aqueles que têm bons propósitos e dominam seus estados de espírito é que podem ter o céu no seu próprio coração. Acredito nisso. Da mesma forma, e ao contrário, aqueles que não têm um bom equilíbrio emocional, aqueles que se desesperam e se estressam por qualquer coisa, que gritam e que berram, sapateiam — os invejosos e ciumentos, os maus e os gananciosos — esses acabam tendo apenas o inferno profundo dentro de si.

Muitas pessoas supõem, erradamente, que o Céu e o Inferno são lugares. Lugares físicos, com três dimensões mais o tempo, e cheios de átomos e moléculas. Inclusive de oxigênio — que, no caso do Inferno, é para poder pegar fogo... Afinal, sem moléculas de oxigênio, é impossível produzir fogo. Outro dado importante: se o Céu e o Inferno fossem lugares geográficos, eles deveriam estar localizados numa determinada região da Via Láctea — e daí as mitologias todas se espatifam. Mas essas historinhas eu só conto no meu livro Lógica para Crianças. Os adultos já estão cansados de saber dessas coisas tão óbvias.



Eu não perco nenhuma oportunidade de ajudar alguém. Esta frase me ocorreu a propósito de uma cena presenciada ontem por mim. Um conhecido meu — crente em Deus, devoto sincero — ao ver um maltrapilho pedindo um pratinho de comida, recusou-se a ajudar, sob a alegação de que "Deus sabe o que faz", e que, se aquele ser humano está passando fome (ou sede, ou frio, ou dor), é porque merece esse "castigo". Já minha visão do fato é outra. Minha leitura da mesma cena é radicalmente diferente. Embora eu também possa considerar que "Deus sabe o que faz", suponho que Deus colocou aquele mendigo no meu caminho exatamente para que eu participe da cena — e o ajude. No fundo, é uma chance que Deus me concede para que ajude alguém. Portanto, eu jamais iria desperdiçar uma chance de servir a Deus. Além do mais, pode ser que Deus me apresenta essas coisas todas só para ver se estou atento ao sofrimento alheio... Vai saber. Então — ajudo!

Essa forma fria, cruel e econômica que meu conhecido escolheu para encarar tal questão me parece desumana e meio contraditória, pois elimina qualquer possibilidade de ajuda humanitária, apoio amoroso, justiça social e até mesmo caridade. Desumaniza as relações. Inclusive, vai contra o que pregava Jesus Cristo. Entretanto, ressalvo que também eu, neste específico caso, talvez esteja errado — e Deus realmente pode não estar ligando nem um pouquinho para o sofrimento humano... Vai saber!



O Universo é um Todo. Enquanto você não considerar o Universo como um Todo — não será feliz de modo algum. Porque é impossível ser feliz manipulando partes do Todo, como se fossem totalidades minúsculas. Você vê a árvore e não vê a floresta. Vê o pássaro — mas não vê o voo. Você vai à igreja e se porta diferente do que no boteco. Gerencia tua empresa de modo diferente do que gerencia a tua casa. Dá um beijo em tua mãe e dá um coice no empregado. Trata o cliente com respeito absoluto e a garçonete com o máximo desprezo. Toma hóstia como fosse diferente de um torresmo. Toma vinho com culpa e leite com louvor. Tá tudo errado! O Universo é um Todo. Jesus já dizia isso. Jesus, Buda, Sócrates, Diógenes, Confúcio, etc. Mas você não acredita neles. Você acha que sabe mais do que eles. Esses mestres disseram que você tem que primeiro ser feliz para só depois fazer as outras coisas. Mas você inverte tudo. Você quer primeiro fazer as outras coisas — para ser feliz só depois. Não vai dar tempo.


28.3.12

O Deus de Espinosa


“Pára de ficar rezando e batendo no peito!
O que eu quero que é que saias pelo mundo e desfrutes tua vida.
Eu quero que gozes, que cantes, que te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos horrorosos, obscuros e frios que tu mesmo construíste, e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está lá nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo, e aí expresso o meu amor por ti.

Pára de me culpar pelas coisas que te ocorrem: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar o teu amor, o teu êxtase, a tua alegria.
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Eu nunca escrevi nada, nunca peguei numa caneta... Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no bondoso olhar dos teus amigos, nos olhos inocentes do teu filho — não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como eu devo fazer meu trabalho?
Pára de querer me orientar e dizer como tenho que proceder!

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão o tempo todo. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz — foi para te encher de paixões, de prazeres, sentimentos, necessidades, incoerências, livre-arbítrio e gostosura.

Como posso te castigar por seres como és — se Eu sou que te fiz?

Tu achas que eu criaria um lugar quente chamado Inferno só para queimar os meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer uma coisa dessas?!

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas que alguns safados inventam só para te manipular e te controlar. Só para te encherem de culpa.

Se quiseres pagar o dízimo, paga — mas fiscaliza a destinação!

Respeita o teu próximo como a ti mesmo, e não faças a ele o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida, e que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o única coisa que há aqui e agora, e só disso é que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre.
Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes.
Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida o que quiseres.

Eu não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho: Vive como se não houvesse mais nada. Vive como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não houver nada depois, já terás aproveitado da oportunidade que te dei aqui.

E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste bem comportado ou não. Eu só vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste...
Do que mais gostaste? O que foi que aprendeste, e que belas coisas tu criaste?

Pára de crer em mim!
Crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim!
Eu quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Quando danças!

Pára de me louvar!
Que tipo de Deus narcisista tu pensas que Eu seja?
Me aborrece que me louvem todo dia. Me cansa que me agradeçam toda hora...
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do teu mundo.
Te sentes maravilhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito bom de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir feito um papagaio tonto esse monte de besteiras que te ensinaram sobre mim.

A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Então, por que raios é que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?

E não me procures fora, no exterior de ti!
Não me acharás.
Procura-me dentro de ti... Aí é que estou — batendo em teu coração."

Baruch Spinoza


Não sei se o texto original é mesmo de Espinosa. Mas esta é a minha versão. Alterei muito certas partes, porém sem comprometer o todo da ideia. O meu Deus é muito parecido a esse "de Espinosa".
Edson Marques. Março de 2012.



Bento de Espinosa (1632—1677) foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com Descartes e Leibniz. Nasceu em Amsterdã, numa família judaica que havia fugido da Inquisição de Portugal. Foi um grande estudioso da Bíblia, do Talmude e da filosofia oriental. Também estudou muito Sócrates, Platão, Aristóteles, Demócrito, Epicuro e Giordano Bruno. Ganhou fama pela sua ideia de Deus igual Natureza, e ainda pelo fato da sua ética ter sido escrita sob forma de postulado e definições, como fosse um tratado de geometria.

20.2.12

Como filósofo, e com responsabilidades intelectuais que levo a sério, não posso apoiar a fé de modo algum. Entretanto, como poeta, eu creio num Deus maravilhoso, que mora dentro do meu próprio coração. Inclusive no meu próprio coração. Porque Ele mora também no coração das estrelas. O meu Deus pode até ser o mesmo que o teu — só que o meu é mais poético e não me exige uma fé inabalável. De certo modo, e no sentido figurado, eu creio nele e Ele em mim. Não negociamos nossas crenças em comum. Por isso, quando falo com meu Deus, dou-lhe a garantia de que sou-lhe seu amigo e não seu seguidor. Converso com Deus por opção poética, não por dever da crença. Minha chance de ser salvo, portanto, é bem maior do que a de um papa ou de um pastor. Aliás, dando-me as condições intelectuais de ser ateu, especialmente a lógica e a razão, Deus já me salvou dos horrores e desgraças de uma fé sem fundamento.

Click aqui para ler o Meu Conceito de Deus.

1.11.11

Tem gente que reza — mas reza errado. Reza pedindo coisas, milagres, soluções para sua vida. Tem gente que faz uma listinha de quinquilharias, tranqueiras e miçangas pra Deus mandar, como se o Céu fosse uma lojinha de presentes que atende por Sedex. Rezar pedindo coisas não adianta porra nenhuma: Deus nem dá bola... Quando rezamos, temos é que oferecer algo para Deus. Assim é que se reza. Só assim que Ele nos ouve. Isso acontece com todos os Deuses. O Nosso não seria diferente.

Shiva é o Deus Supremo (Mahadeva), o Meditante (Shankara) e o Benevolente — onde reside toda a Alegria (Shambhu).

Na tradição hindu, Shiva é o destruidor — aquele que destrói para construir algo novo — motivo pelo qual muitos o chamam de "O Renovador" ou "O Transformador". As primeiras representações surgiram no período Neolítico (em torno de 4.000 a.C.) na forma de Pashupati, o "Senhor dos Animais". A criação da yoga, prática filosófica que produz profunda alteração física, mental e emocional, portanto intimamente ligada à Transformação, é atribuída a ele.

22.10.11

Evangelho de Tomé, 64

Estava na Bíblia:

Jesus gostava muito de festas.

Certo dia pediu Ele a um discípulo que convidasse alguns de seus amigos para jantar. Ao primeiro convite, o amigo respondeu: Hoje não é possível, tenho um compromisso: minha filha vai se casar e preciso conversar com o futuro genro. O segundo amigo disse: Peça desculpas ao mestre porque hoje não posso ir. Aluguei uma casa, espero o inquilino que virá pagar-me o aluguel. O outro também disse: Desculpas ao Mestre, pois "tenho compromisso, dinheiros a receber, alguém vai me trazer um cheque do Bradesco e tenho que ir depositá-lo no caixa eletrônico." Ao quarto convite o amigo mandou dizer que estava fazendo "a contabilidade das empresas, o contador viria mais tarde", coisas assim. O quinto convidado disse que havia um programa na TV a respeito da globalização, que lhe perdoasse o Mestre, outro dia, quem sabe. O último convidado também deu uma desculpa qualquer, esfarrapada, problemas na família, nos negócios, etc.
O discípulo voltou e fez um relato das razões furadas que os amigos alegaram para que nenhum deles viesse jantar.
Então Jesus disse:
— Negociantes jamais entrarão no Reino de Deus.

Nessa noite Jesus jantou sozinho. Chegou depois a chutar uma canequinha de lata que havia caído da mesa e voltou a dizer: "Seus putos!" E antes de dormir ainda fez questão de resmungar, virando-se de lado e puxando o cobertor:
— Vocês ainda não viram nada, seus putos!



Esta é a minha versão do versículo 64 do Evangelho de Tomé.

27.9.11

As parábolas de Jesus

Jesus falava sempre através de parábolas — que em grego quer dizer "desvio do caminho". Ele falava dessa forma por uma razão muito simples: era para não salvar todo mundo — mas só aqueles que tivessem sensibilidade suficiente para compreendê-las. As parábolas de Jesus são ícones. Ícones são signos produtores de informação. Mas o importante é que Jesus, o Filho de Deus, ouvia vozes — e as seguia. Ele arriscava.

Um gênio sempre arrisca!

Os Espíritos da Vida falam para todos — mas só o gênio consegue ouvi-los. Só os gênios e os loucos são capazes de lhes entender os códigos e traduzir-lhes as metáforas. E Jesus, o Louco, ousava — isso é inquestionável. Se Jesus seguisse só os conselhos dos mais velhos; se seguisse só o que a tradição Lhe mandava, teria sido apenas mais um marceneiro endividado na pobre e devastada Galiléia.

Um Deus sempre arrisca!

Jesus de Novo

Acabou o churrasco, todos já se foram. Jesus foi o último a sair, abraçado a Henry Miller — os dois de fogo. E já lhes avisei que hoje teremos um jantar à luz de velas, só para nós três. Disseram que virão.

Agora já é madrugada, e eu fico pensando. Será que você — que talvez não entenda como posso ter feito ontem um churrasco só pra mim — será que você nunca passou uma noite inteira lendo um livro, sublinhando palavras ao acaso, cotovelos apoiados na mesa, as mãos e um belo copo de vinho suportando a cabeça dançante? Será que você nunca passou uma noite inteira sozinho, deliciando-se com você mesmo, solto e alegre — sem saber nem como amanhecer? Pois então é preciso que eu te pergunte: Você é livre para vivenciar gostosamente a própria Solidão — se quiser — ou tem sempre que reparti-la com alguém?

O direito à solidão e a capacidade de exercê-lo plenamente são, para mim, mais importantes do que a solidão em si. Entretanto, quando eu falo em solidão me refiro, mais apropriadamente, à solitude — que é algo muito além do que apenas estar sozinho. Aliás, eu adoro companhia! Mas tem que ser companhia inteligente, libertária, excitante, criativa e, preferencialmente, sensual. Aqueles que não têm sensualidade transbordante não inspiram o meu tempo.

Bom ressaltar que isso não significa — de forma alguma! — que tem que haver sempre sexo entre nós. Acontece que as pessoas sensuais têm um estilo de vida mais agradável. São pessoas mais gostosas. E se são sensuais (além de libertárias, criativas, excitantes, etc.) é porque já se libertaram de uma série de outras amarras e preconceitos que costumam deixar as pessoas tristes, chatas, ranzinzas...

E a vida é muito curta para que a gente a desperdice assim, à toa.

Companhias humanas inteligentes, criativas, libertárias — sempre são deliciosas.